04/05/2010
Por José Reinaldo do Nascimento Filho
Eu acho que já vi isso em algum lugar:
“Shylock – Acompanhai-me ao notário e assina-me o doumento da dívida, no qual, por brincadeira, declarado será que se no dia tal ou tal, em lugar também sabido, a quantia ou quantias não pagardes, concordais em ceder, por equidade, uma libra de vossa bela carne, que do corpo vos há de ser cortada onde bem me aprouver”. (pág.204-205)
E durante o julgamento para pagar a dívida:
“Pórcia – Um momentinho, apenas. Há mais alguma coisa. Pela letra, a sangue jus não tens; nem uma gota. São palavras expressas: “Uma libra de carne”. Tira, pois, o combinado: tua libra de carne. Mas se acaso derramares, no instante de a cortares, uma gota que seja, só, de sangue cristão, teus bens e tuas terras todas, pelas leis de Veneza, para o Estado passarão por direito”.
E viva Ariano Suassuna (ou seria a William Shakespeare?)