Por José Leonardo Ribeiro Nascimento

Comecei hoje esse pequeno e fantástico livro de espiritualidade do “Profeta da Oração”, Frei Ignácio Larrañaga, sacerdote capuchinho espanhol. A partir da reflexão sobre o Silêncio de Maria – não silêncio da omissão, mas da humildade, da obediência e da fidelidade a Deus – ele nos oferece um refinadíssimo retrato de como podemos nos portar diante da vontade do Senhor.

O livro é um estudo – científico e espiritual – que remonta à origem dos primeiros capítulos do Evangelho de Lucas, cujas informações a respeito da infância de Jesus só podem ter saído dos santos lábios de Nossa Senhora.

Ao se referir à Mãe, o Frei assim se pronuncia:

“A humildade e modéstia envolvem permanentemente, como uma atmosfera, a vida de Nossa Senhora. Ela nunca concentra a atenção. Maria sempre proclama e transfere. Transfere ao Outro. Só Deus é importante.”

Em outros momentos, o Frei, inspirado pelo Espírito Santo, nos presenteia com algumas reflexões:

“Crer é entregar-se. Entregar-se é caminhar incessantemente em busca do Rosto do Senhor. […] Crer é partir sempre.”

“Deus é impalpável como uma sombra, e ao mesmo tempo sólido como uma rocha. O Pai é, eminentemente, Mistério, e o mistério não se deixa agarrar nem analisar. O mistério, simplesmente, aceita-se em silêncio.”

Olha a definição da fé que o Frei dá:

“A fé é sempre levantar-se  e sempre partir para buscar Alguém, cuja mão nunca apertaremos.”

Em relação ao silêncio, são muitas as considerações. Eu, particularmente, sou um amante do silêncio, e minha natureza introspectiva favorece isso. Concordo com o autor quando diz:

“Tudo que é definitivo nasce e amadurece no seio do silêncio: a vida, a morte, o além, a graça, o pecado. O palpitante sempre está latente.”

Quando terminar a leitura, posto as minhas considerações finais.