F.W. Taylor – Princípios da ADM Científica I

Frederick Winslow Taylor

Em 1896, quando entrou na Betlehem Steel Works, impôs-se o dever de aperfeiçoar os métodos dos diversos setores da fábrica. Lutou pra aplicar as conclusões de suas experiências, o que conseguiu após vencer incompreensões. Ampliou aquelas experiências e, ajudado por um grupo de companheiros, fez a completa reorganização da empresa, obtendo enorme êxito no terreno administrativo.

Três anos e meio depois Taylor fazia com somente 140 homens o trabalho que antes necessitava de 400 a 600. Reduziu o custo da manipulação do material de 7 a 8 centavos a 3 ou 4 por tonelada. Depois de pagar todos os gastos suplementares, tais como o planejamento do trabalho, medida de produção dos operários determinação e pagamento da gratificação de todos os dias e conservação da sala de ferramentas, ainda economizou, no último período de seis meses, uma quantia à razão de 78.000 dólares ao ano.

Ignorância dos administradores sobre o tempo necessário para execução de serviços

[…] Muita coisa se tem dito e continua a dizer-se a respeito da fadiga e do ambiente nas fábricas. Tendo grande simpatia por aqueles que trabalham em excesso, mas, maior ainda, por aqueles que são mal pagos.

Para cada indivíduo que trabalha demais, há cem deles que, intencionalmente, todos os dias de sua vida, trabalham menos – muito menos do que deviam – e que, deste modo, estão colaborando, deliberadamente, para criar condições que são conseqüências inevitáveis dos baixos salários. E, dificilmente, alguma voz se levanta para combater esse mal.

Como engenheiros e administradores, nós conhecemos mais de perto esses fatos que quaisquer outros e estamos mais bem aparelhados para dirigir um movimento contra as idéias falsas, esclarecendo não só os trabalhadores, como também todos os cidadãos a respeito da verdade. E, apesar disso, nada fizemos neste sentido. Deixamos o campo inteiramente entregue aos agitadores (muitos dos quais mal informados e mal orientados) e aos sentimentalistas que ignoram as condições reais do trabalho […].

[…] A indolência sistemática mais séria, contudo é a praticada pelos operários com o propósito deliberado de deixar o patrão na ignorância de como pode o trabalho ser feito mais depressa. É tão generalizado o hábito de fazer cera com tal finalidade que, dificilmente, um trabalhador competente em uma grande empresa, pago por dia por tarefa mediante contrato ou qualquer outro sistema, não dedique grande parte de seu tempo a estudar a maneira de fazer mais devagar o trabalho e convencer o padrão de que é bom o seu rendimento […].

F.W. Taylor