por talesforlove, em 25.09.21

Em tempos tão ativos por questões de proteção ambiental, fica um poema.

Nuvens

Longos brancos partilhados

Partículas tão belas quanto frias

De sentimentos neutros recortados

Tais quais de violoncelos e melodias

Por vezes, o vento forte leva-as…

E estende-as, estende-as, alonga-as, alonga-as… estica-as… prolonga-as… dispersa-as……

Até que o sopro é o horizonte

E sem porto por lá se ficam, noutra margem…

Que de sonhos se veste.

Existem pessoas para as quais a vida é um jogo nulo,

A cada nascer do dia, um por do sol,

A cada nascimento, uma morte,

A cada olá, um adeus,

A cada confissão, uma incompreensão,

A cada soletrar, um desencantar.

Mas, a cada mão que se toca, nova vida.

A cada desencanto, um novo recanto

A cada canto, renovado encanto

A cada sofrimento, um ensinamento

A cada circuito partido, um porto amigo

A cada mentira, uma defesa em gota cristalina

A cada silêncio, uma melodia

E a cada dor, amor

Para cada folha em branco, poema

Por cada estrela, calor

A cada soletrar, um partir sem pena

As nuvens são neutras, não sentem,

E assim, são mais felizes que tristes,

Porque ser neutro é estar no meio.

nuvens poema.jpg

Uma livraria em Bucarest:

Editura ART Creativ Bucureşti | Facebook

Partilha-se igualmente uma App amiga do ambiente:

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Até breve.