Este post tem o seu quê de batota, pois este livro foi lido, por total acaso, na exposição patente no Museu da Presidência da cidadela de Cascais, à qual fui também por acaso.
Admiro imenso o trabalho da Pato Lógico. Conheço, infelizmente (ainda!) mal o trabalho de José Jorge Letria e André Letria, pai e filho, mas admiro imenso aquilo que conheço. Assim, e tendo reconhecido a capa da obra numa visita casual a Cascais (claro que ia à Dejà Lu - mas saí de mãos vazias!), decidi ir ver a exposição.
A guerra toma a forma brutal de todos os medos.
Há poucas coisas que admire mais do que livros infantis que conseguem cativar um adulto. A Guerra faz isto com total mestria: as frases são curtas, simples, mas acertam onde devem; as ilustrações são minuciosas. Em poucas frases e poucas páginas, os autores mostram e dizem o que a guerra, verdadeiramente, é.
A guerra gosta de reinar entre as ruínas.
Estudei Relações Internacionais. Não sou especialista em guerras - hell, não sou especialista em nada -, mas estudei muito o fenómeno em termos teóricos, securitários, estratégicos (especialmente agora na Pós-Graduação). Sou neo-realista confessa e não acredito na paz perpétua kantiana. Este livro acerta em cheio no lado humano da guerra. Naquele que, se calhar, Sun-Tzu, Clausewitz e Jomini viram e do qual se aproveitaram.
Recomendo, muito. Livro e exposição. Esta encontra-se patente até dia 30 de Setembro, e é de entrada gratuita.
5/5 quero comprar o catálogo inteiro da Pato Lógico
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