Por José Leonardo Ribeiro Nascimento
Já cumprido o tempo da colheita
O homem espera outra planta
Mas desaprendida tal empreita
Visível por que ilusão tanta
.
Virtude: ris, ó filho de adão
Serves ao vil, desprezas justiça
Amas o pó dos sóis que virão
Mentira velha que ainda atiça
.
Alimentas teu irmão com pó
Leva à morte, maná às avessas,
Renuncias à trilha melhor
Pra estrada que cega te apressas
.
Tens tempo, mas não sabedoria
Toda a urbe adere, iludida
Na sombra de vil planta confias
Perde todos teus gestos sem vida
.
Sendo eu servo tão esmerado
Duro ofício cumprir me apetece
Labuta com mau fim já traçado
Sacrifício que é minha prece