11
Jun10
Maria do Rosário Pedreira
Ricardo Menéndez Salmón, autor espanhol do aclamado A Ofensa, esteve em Lisboa na altura da Feira do Livro para autografar o mais recente A Derrocada. Porque sou casada com o seu editor português, jantámos juntos uma noite, por sinal bastante fria. Conheço a sua editora em Espanha – uma mulher muito bonita que todos dizem estar a fazer um óptimo lugar na Seix Barral, que é a mais interessante chancela do grupo Planeta. Mas Ricardo comentou que lhe havia encontrado algumas lacunas surpreendentes – por exemplo, ela não tinha lido Hermann Broch. Ups! Hermann Broch? Pois é, lá tive de engolir o sapo. A verdade é que também nunca li Hermann Broch (e o pior é que nem sequer estava na fila à espera de um momento livre). O Manel disse-me que tínhamos cá em casa, numa tradução francesa, A Morte de Virgílio (que ele lera numa certa época, mas também não tinha a certeza de ter concluído, são três volumes). Consolou-me (sem me desculpar) o facto de quase ninguém que conheço ter lido Hermann Broch (apostaria que o leram o José Afonso Furtado, a Ana Pereirinha e o Luís Filipe Castro Mendes, mas ninguém mais). Vou, pois, tentar encontrá-lo na estante do Manel e pô-lo à vista, a ver se ganho coragem. Mas o mais triste é que deve haver uma data de sapos iguais a este…