Fotografia da minha autoria

«It's the most wonderful time of the year»

O Natal é uma das minhas quadras festivas favoritas, porque tem uma luz encantadora, singular, que evidencia tudo aquilo em que acredito: a presença, a empatia pelos demais, a demonstração de amor pelos nossos e o conforto que nos proporciona a união nas decorações, nos preparativos e na confeção dos pratos que pintam as nossas mesas. No entanto, apesar de toda a magia da época, há quatro coisas que não gosto no Natal.

BOLO REI

Visualmente, até pode ser bastante apelativo, mas é um dos doces que dispenso, porque não aprecio a consistência da massa, nem a combinação dos seus elementos. Definitivamente, não é iguaria para mim.

O APELO AO CONSUMISMO/EXCESSO

Eu sei que as situações só assumem as proporções que lhes permitimos [de um modo geral]. Porém, é inegável que somos empurrados para esta dinâmica de consumismo e excesso: seja porque as lojas nos inundam as caixas de mensagens com promoções e alertas de todo o tipo, seja porque as decorações começam a aparecer logo em novembro. Inconscientemente, somos impelidos a gastar, a ponderar tudo o que pensamos oferecer. É preciso controlo e um foco constante na verdadeira mensagem desta quadra.

NUNCA SABER O QUE OFERECER

Sou um pouco distraída, mas procuro estar atenta aos sonhos e necessidades dos meus, porque gosto de os presentear com escolhas que façam sentido; que tenham um toque especial, mas igualmente útil. O problema é que fico sempre na dúvida e, pior, acredito que aquela ideia não é assim tão extraordinária. Talvez esta característica não seja exclusiva da época em questão, mas há uma certa insegurança que se manifesta na hora de escolher a prenda ideal, fazendo-me questionar a pertinência do[s] objeto[s] e atrasando o processo.

QUE TENTEM CATALOGAR O NATAL

Não há uma maneira única de o viver. Portanto, não faz qualquer sentido tentar catalogá-lo com uma série de rituais estereotipados. Para mim, Natal é casa cheia, com decorações feitas no dia 8 de dezembro e uma sessão de leitura ou de maratona de filmes a 25. Para outras pessoas pode não ser. E está tudo bem. Não há comportamentos errados aqui. Esta época é demasiado especial e só o é pela sua diversidade. Aproveitemo-la.

Há alguma coisa que não gostem no Natal?