28/09/2010 · 5:00 PM

postado por Rafaé

Andar sozinho entre a multidão não chega a ser um prazer, mas é algo que convive com Diogo em todos os momentos da vida – sós ou nem tanto.

Aquela segunda ou terça-feira estava particularmente agradável, apesar do vento e da chuva eminente. Todas aquelas pessoas correndo atrás de seus motivos; e Diogo ali, aparentemente sem destino e nem motivos pra dar o próximo passo.

Eis que, entre os cerca de muitosmuitosmesmo rostos, aquele conhecido. Sim. Era ela. Tiago diminuiu ainda mais o seu ritmo, lembrando daquele retorno pra casa, a pé, na chuva, e aquela incontrolável vontade me mijar a cada cinco minutos.

Sem saber o que fazer em relação a ela, Ricardo resolveu executar a atividade tão recorrente na multidão: ignorou o reconhecimento.

Os dois se cruzaram, a menos de um metro. Diogo não soube se ela o viu, ou dissimulou novamente. Mas, ainda assim, Diogo sorriu em seguida. Sorriu por uns bons dois segundos. Até voltar a pensar onde gastaria as próximas duas horas.

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