
Boa noite, leitores.
Li recomendação desse #livro em 2017 e o comprei em uma promoção na mesma época, mas só agora consegui ler porque, claro, a quantidade de livros que pretendo ler e o tempo disponível não batem.
Não sabia do que se tratava, mas pelo título, que gostei, imaginei se tratar de uma história sobre #mulheres. E estava certa.
O livro aborda, através de experiências reais da autora, a criação de três protagonistas, Ana, Marisa e Olga. Através do olhar delas descobrimos suas dores e traumas, a história de vida difícil e seus dias atuais.
Embora eu não tenha me apaixonado pelas personagens, Marisa sendo a mais controversa e difícil de entender, o enredo é bem construído e as reflexões são valiosas.
Uma obra que retrata um pouco de cada uma de nós e nossas bagagens. É um livro duro e que emociona.
O ponto alto foi entender que o que cura tudo não é o tempo, como eu costumava dizer, e sim a sabedoria, esta que pode vir com a ajuda do tempo.
O quanto o choro é tido pela sociedade como sinal de fraqueza e que por isso não nos permitimos sentir. Guardamos e acumulamos sentimentos até transbordar.
A autora, Lilian Farias, muito corajosamente, fala sobre assuntos tabus. E soa bastante natural, principalmente a sexualidade das mulheres desta narrativa.
A autora tem um blog, Poesia na alma, e além disso pode ser encontrada nas redes sociais.
Achei interessante sua relação com as flores e que cada capítulo traz uma flor como título.
Existe também como personagens secundários outras dezenas de mulheres. O texto é bem fluído e pode ser lido de uma só vez.
Como prefácio, temos três depoimentos ótimos e o que eu mais gostei foi do Robertson Ferreira, psicólogo. Um início incrível já me fazendo arrepiar nas primeiras páginas. #recomendo
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Beijos e até a próxima 📚.