Oh! Pobre sombra minha que me segue!
Será que não te cansas, não, de mim?
Seguir-me-ás, ó, sombra, até meu fim,
Até que a morte um dia a mim me albergue...

Oh! Sombra!Que me segue pela estrada,
Vassala de meu corpo já cansado...
Não cansas de seguir sempre ao meu lado,
Até na tênue luz da madrugada?

Segues silente! És boa vizinha!
Também não sei sequer se tu me queres,
Se gostas de viver na minha esteira...

Não queres meu lugar, ó, sombra minha?
E assim irias aonde tu quiseres
seguir-te-ia eu, a prisioneira...