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Jul21

Maria do Rosário Pedreira

Há cerca de dez anos, o escritor Mário Cláudio, que completou pouco antes da pandemia 50 anos de actividade literária, publicaria a exaustiva biografia de um bisneto de Camilo Castelo Branco, Tiago Veiga, poeta que a maioria dos portugueses desconhecia até então, embora o mesmo Mário Cláudio já tivesse ajudado a dar à estampa dois ou três pequenos poemários da sua autoria. Tiago Veiga, apesar de ter privado com confrades e gente ilustre de vários países, ser letrado e cosmopolita, escolheu viver retirado no Alto Minho e no anonimato, razão pela qual, quando Mário Cláudio publicou a biografia, muita gente pensou tratar-se de um heterónimo ou de mera invenção... Mas, descontando os milagres do Photoshop, um dos cadernos de imagens inserido no volume Tiago Veiga: Uma Biografia inclui uma foto do poeta com Mário Cláudio tirada, creio eu, nos anos setenta, quando se conheceram. Pois bem, depois de publicada a biografia, apareceram novos elementos sobre Veiga, entre eles um interessantíssimo diário da segunda mulher, uma pintora irlandesa, e o escritor Mário Cláudio teve de se despedir da figura com mais um pequeno volume dividido em três partes, intitulado Embora Eu Seja Um Velho Errante. É sobre essa nova obra que o autor conversará logo à tarde com o jornalista Valdemar Cruz numa sessão virtual que será transmitida na página de Facebook da Dom Quixote às 18h30. Faça-nos companhia e ficará a saber certamente uns quantos segredos.

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