Por José Reinaldo do Nascimento Filho

10 – O Pai dos Pobres – José Reinaldo do Nascimento Filho – 20/04/2010

Após efêmero momento de dúvidas, peguei o revólver parcimoniosamente – até com certa ternura, poderia afirmar. Alisei aquela peça metálica que finalmente acabaria com os meus problemas. Procurei as balas na gaveta da escrivaninha e encaixei uma a uma, no tambor. Em seguida dei um pequeno impulso pra direita; o tambor aninhou-se de volta na arma. Respirei… Destravei o cão e, então, preparei-me para morrer”.

Definitivamente o texto mais bem estruturado por esse que vos escreve. Gosto especialmente dele, porque pessoas inteligentes leram, gostaram e elogiaram. Fico ainda mais feliz com ele, porque tive a oportunidade de utilizá-lo durante o meu estágio obrigatório no Colégio de Aplicação (CODAP), da Universidade Federal de Sergipe. E elogios do tipo “tente entregar este texto como projeto de mestrado. Se a banca examinadora for minimamente sensata, estarás doutorado mais rápido que Ludwig Wittgenstein. Sério!”, Wesley; ou ainda: “Texto incomentável no aspecto gramatical, formal, linguístico, ou qualquer outro termo técnico que venha a ser inventado. O maior texto do blog até agora, digo sem medo”, Eduardo, e para sacralizar: “A maneira vibrante com que você descreveu esta cena mostra que seu potencial para a literatura é muito grande, e, sinceramente, me mostra que unir literatura à história parece extrair o melhor de você”, Leonardo, que me fazem, cada vez mais, sentir vontade em continuar escrevendo.

O Pai dos Pobres: https://catalisecritica.wordpress.com/2010/04/20/o-pai-dos-pobres/

09 – Doutor Fausto – Thomas Mann – 18/08/2010

Indiscutivelmente o livro mais “intragável” lido por mim no ano de dois mil e dez, e também o texto mais bem estruturado e pensado por esse que para vocês escreveu o último post de 2010. Doutor Fausto é linguagem rebuscada; é também uma aula sobre as mais diversas e difíceis teorias filosóficas; um romance sobre obsessão e apresentação “desgastante” de teoria musical, harmonias, contraponto e modulações, religião e “influência demoníaca” em nossas vidas; acredito que ainda cabe aqui um estudo sobre o humanismo, a Segunda Guerra Mundial, Nazismo, Nietzsche etc. “Em Doutor Fausto a contribuição de Thomas Mann através do seu “herói” é tão pertinente quanto esclarecedora, fazendo-nos pensar sobre as influências que absorvemos e as paixões que escolhemos e alimentamos; em outras palavras, precisamos ser um pouco mais insofismáveis”.

Doutor Fausto: https://catalisecritica.wordpress.com/2010/08/18/doutor-fausto-thomas-mann/

08 – Os Miseráveis – Victor Hugo – 16/07/2010


Acredito que esse tenha sido o texto mais ambicioso e o que mais esteve relacionado à História. Procurei na minha resenha da obra fazer algo que, definitivamente, não está sob a minha alçada: criticar um dos grandes nomes da literatura. A premissa básica do texto foi o de responder “Onde Victor Hugo errou”, e “Onde ele definitivamente acertou”. Essas ideias que nortearam o texto podem soar um “pouquinho” arrogantes, mas prometo a você leitor que as minhas intenções foram das mais sinceras.

Os Miseráveis: https://catalisecritica.wordpress.com/2010/07/16/os-miseraveis-victor-hugo-caso-contado-a-sombra-do-mercado-m-ribeiro-da-cruz/

07 – Luz em Agosto – William Faulkner – 13/04/2010 e 17/09/2010

Se Doutor Fausto foi o livro mais “intragável”, Luz em Agosto foi o de melhor degustação. Tudo nele é impecável e maravilhoso: das palavras bem articuladas, das personagens convincentes e marcantes; tudo em Luz em Agosto é soberbo. O livro mais belo lido por esse estúpido catalisador. Leiam.

Luz em Agosto, primeira leitura: https://catalisecritica.wordpress.com/2010/04/11/luz-em-agosto-william-faulkner-2/;

Luz em Agosto, releitura: https://catalisecritica.wordpress.com/2010/09/17/luz-em-agosto-relido-william-faulkner/

06 – Mary e Max – Adam Elliot – 15-05-2010

No filme supracitado pude perceber que algo muito bom foi produzido (muito bom, e para o bem). Lembram-se daquele curta que passa antes do filme “Up – Altas Aventuras”? Pois bem, Mary e Max segue aquele tipo de pensamento: cativar-nos com personagens de massinha (o curta é 3D sem explosão) mas que sangram como nós mortais; ensinar-nos que é possível ser bom apesar das adversidades e, por fim, nos ensinar a sermos pessoas-humanas. Ah como saí feliz daquela sala! Não lembrava a última vez que havia chorado por causa de um filme. Sim, eu chorei”.

Sim, eu chorei”, e por enquanto isso basta.

Mary e Max: https://catalisecritica.wordpress.com/2010/05/15/mary-and-max-adam-elliot/

05- Toy Story 3

Novamente uma animação “infantil”. As aspas são mais do que necessárias, pois esse filme é capaz de animar a mais simples das crianças – apenas com seus belos personagens -, como pode fazer lacrimejar o mais velho dos homens (e chorar, chorar muito, claro). O filme nos mostra como é complicado crescer e continuar criança ao mesmo tempo. É bom crescer; e é muito bom recordar. E somente Toy Story 3 conseguiu provar nesse ano que esses dois verbos podem se relacionar tão bem.

04 – MAUS – Do Silêncio ao Testemunho – José Reinaldo do Nascimento Filho – 30/12/2010

Um interessante artigo que discorre sobre a importância dos testemunhos dos sobreviventes do holocausto como meio indispensável para a manutenção da História e Memória. Um trabalho totalmente diferente daqueles que vemos no blog catalisecritica, feito com a humilde intenção de contribuir para o engrandecimento da pesquisa histórica.

MAUS – Do Silêncio ao Testemunho: https://catalisecritica.wordpress.com/2010/12/30/maus-do-silencio-ao-holocausto-jose-reinaldo-do-nascimento-filho/

03 – Livraria Cultura/Brasília – 08/12/2010

Esse número três é especial, e isso ocorre não porque eu conheci e andei e vi uma das mais belas livrarias do Brasil, mas porque eu estava com os meus três grandes irmãos amantes das letras: Eduardo e Leonardo (George não está incluído porque ele não foi com a gente e porque ele não ama as letras kkkkkkkkk). Posso escrever com todas as letras e sem medo de ser feliz, que aquele oito de dezembro de dois mil e dez foi um dos mais magníficos e surpreendentes dias de todos os tempos. Só quem foi sabe como eles foram especiais e memoráveis.

02 – Clássicos Abril Coleções – 2010

A editora Abril merece o segundo lugar nessa lista com muito e muito louvor. Até hoje não consigo imaginar como essa editora lucra com essa coleção que cobra a irrisório valor de 14,90 por cada livro.  Tudo é muito bonito e de ótima qualidade: a capa dura em tecido, traduções consagradas, 16 páginas que discorrem um pouco sobre o autor e a obra. A Abril está de parabéns! Nós leitores temos apenas que agradecer e agradecer (e torcer para que eles continuem com essa coleção).

Clássicos Abril Coleções:

http://www.youtube.com/watch?v=bQRcTvpck90&feature=player_embedded

01 – A Paixão Segundo Genelice: Amores proibidos na Simão Dias dos anos 30

A importância desse número 1 não está exclusivamente relacionada à qualidade do vídeo como produto fílmico – embora ele esteja excelente -, mas na história macabra que cerca todo o processo de sua feitura à sua “publicação” como valor determinante para a consagração ou danação do meu futuro como profissional. Para começar é… Para começar eu fico satisfeito em não precisar contar essa “história macabra” para mais ninguém, pois as pessoas que realmente se “interessam” com o ocorrido sabem de “có e salteado”.

A Paixão Segundo Genelice: Amores proibidos na Simão Dias dos anos 30: http://www.youtube.com/watch?v=8GyvNhFnny0