Belo poema, ainda que eu prefira Zeus à Júpiter. Roma foi um curioso caso onde o Império Romano acabou por assumir a cultura grega dando suas pinceladas apenas. Nisso não superaram os filhos de Atenas e Esparta, mas amplificaram suas conquistas. Terminaram por somar o melhor dessas duas cidades e tornaram tão ou mais guerreiros que os espartanos e tã amantes das artes como os atenienses e na luta entre plebeus e patrícios, por um período curto, criaram algo que nem era a democracia ateniense e nem a rígida sociedade espartana. Não a toa foi o império mais duradouro que a humanidade já conheceu e Roma mantem até hoje a pompa que a cidade de Atenas não mais conseguiu manter. Até filha e neta, como Constantinopla e Moscou, Roma conseguiu ter.

Falando de Roma, uma poesia que fiz onde o título parte de Roma e a lição fica para qualquer época da humanidade.

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, A DEUS O QUE É DE DEUS!

Maldito aquele que rouba direitos,
Que de tudo reclama e põe defeitos!
Sujo! Porco! Desonesto! Nojento!
Tudo tem sua hora, tempo e tento!

É hora de pisotear baratas
Que nos matam, migalha por migalha!
É hora de envolvê-los na mortalha
Cerzida por eles pra nossa casta!

Vendido, quem suja do rio o leito,
Que deixa o caminho do outro estreito!
Cuidado! Está chegando o seu momento!

É hora de mostrarmos nossas patas,
Mostrar que trazemos também navalhas
Sem, entretanto sermos vil gentalha!

EDUARDO TERRA COELHO
SÃO PAULO, ABRIL DE 2003.