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Set22

Elsa Filipe

Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola, foi um escritor nascido em França em pleno século XIX e que não teve uma vida fácil.

Nascido a 2 de abril de 1840, em Paris, "viveu sua infância na cidade de Aix-en-Provence," onde em 1847 o seu pai viria a falecer. Com apenas 13 anos, começa a escrever os seus primeiros textos literários. 

Aos 18 anos de idade, voltou para Paris e aos vinte decidiu começar a estudar Direito. No entanto, não conseguiu atingir os valores mínimos para entrar e teve de ir trabalhar "para sobreviver," uma vez que as "complicações financeiras por que passou após a morte do pai," não lhe deixaram saída. Acabou por trabalhar "nas docas durante dois meses," mas depressa fica novamente numa situação de desemprego, tendo também trabalhado numa "série de escritórios," nos quais ia "ocupando cargos de pouca influência."

"Em 1862, finalmente, conseguiu um emprego na editora Hachette e também no jornal L’Événement," o que permite que reorganize a sua vida e, seja capaz de, em 1870, começar a "dedicar mais tempo à sua carreira de romancista."

É apenas cerca de uma década depois, que Émile Zola, começa a ganhar reconhecimento em França e se torna num "dos mais importantes escritores naturalistas da Europa."

Em 1898, aquele que era considerado "um dos escritores mais respeitados" em França, acaba envolvido no polémico "caso Dreyfus" tendo publicado "no jornal L’Aurore," uma carta que se tornaria famosa, "dirigida ao presidente da república, em defesa de Alfred Dreyfus (1859-1935), um oficial judeu condenado por traição." Nesta carta, Zola acusa claramente "o governo francês de antissemitismo," e por isso, o documento que tinha como "sugestivo título: J’accuse...! (Eu acuso...!)," acabou por se tornar "um escândalo." De tal forma, que Zola acabou por ser condenado à prisão.

Zola decide então fugir para Londres, Inglaterra, conseguindo regressar a Paris quando "um ano depois," Dreyfus é absolvido. No entanto, acaba por falecer apenas quatro anos depois.

Zola morre a 29 de setembro de 1902, em Paris, "asfixiado por causa de um problema na lareira de sua casa." Na época, "houve quem sugerisse que ele tinha sido vítima de assassinato," mas tal nunca foi provado.

A escrita de Zola apresenta caraterísticas muito próprias, tais como, o antirromantismo, que se pode observar na rara presença de idealizações, numa "linguagem destituída de sentimentalismo," que acaba por se revelar na sua escrita direta. O escritor é também um defensor da ciência, mostrando muitas vezes nas suas obras esta caraterística através da "supervalorização dos métodos científicos." Zola mostra também um lado crítico, discutindo os "problemas da sociedade, acabando por se revelar um claro defensor da justiça e mostrando-se completamente "contrário às injustiças sociais."

Fontes:

https://www.portugues.com.br/literatura/emile-zola.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89mile_Zola