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Abr25

Maria do Rosário Pedreira

Publico há muitos anos (uns quinze, creio) um autor de Cabo-Verde, Mário Lúcio Sousa, que além de músico e escritor foi também ministro da Cultura do seu país. Quase todos os seus livros foram premiados, mas destaco hoje um romance que se chama O Diabo Foi Meu Padeiro, integralmente passado no campo de concentração do Tarrafal, desde a sua abertura até ao abandono das instalações (no final, tem a lista de todos os prisioneiros que por lá passaram, de diversos países). É, porém, a propósito de um outro livro sobre o mesmo tema, Tarrafal : Campo de Concentração, com organização de Alfredo Caldeira e João Esteves, que o auditório da Fundação José Saramago acolhe hoje uma conversa que reúne, além dos autores, António Gato, Diana Andringa, Domingos Abrantes, Fernando Rosas, Luís Farinha e Maria Luísa Tiago de Oliveira, para falarem realmente do que foi essa prisão tremenda que se inaugurou com os revoltosos da Marinha Grande nos anos 30 e que viu morrer muitos de disenteria e outras doenças. A sessão é às 18h30, com entrada livre, dependente da lotação da sala.