08
Abr25
Maria do Rosário Pedreira
Estava um dia destes em casa, à secretária, olhando para as estantes à procura de assunto para este blogue, crente de que as lombadas me trariam alguma recordação digna de ser aqui narrada, quando percebi que, àquela distância, só conseguia ler os títulos nos calhamaços (esta minha vista já não é o que era), porque aí as letras são mais gordas. Não são muitos os livros que lá tenho com mais de 600 ou 700 páginas (embora haja mais alguns no escritório do Manel e na estante do corredor, verifiquei depois); mas apareceu-me logo o Americanah, da Chimamanda, mais adiante o Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell (que reúne os maravilhosos Justine, Balthazar, Mountolive e Clea); umas filas abaixo Shantaram, de um australiano que fugiu para a Índia, Gregory David Roberts, um romance que publiquei há uns quinze anos ou mais e que está de novo disponível pela editora Cultura; e entre os autores que escrevem em castelhano Pátria, de Fernando Aramburu (um livro sobre a ETA, que também foi adaptado à televisão numa série basca muitíssimo fiel ao romance), e O Viajante do Século, de Andrés Neuman, autor argentino que vive em Espanha há muitos anos, mas cujos livros seguintes já não me agradaram tanto. Então, como estava sem assunto, resolvi que escreveria este post só para perguntar aos Extraordinários quais são os primeiros 4 ou 5 calhamaços que vêem quando olham para as vossas estantes de ficção. (Digo ficção, porque senão haverá demasiados dicionários e Histórias na resposta...)