ESTRADA NACIONAL
Lixo na berma da estrada
são as flores venenosas
da civilização
Um dia voltarás
Os painéis publicitários
terão caído de podres
as placas estarão cobertas
de hera
as raízes das árvores estilhaçam
o asfalto
o ruído dos motores
substituído pelo silêncio
É esta a revolução
a que não poderás faltar
PARAÍSO PERDIDO
Quando estás no deserto
vê as estrelas que estão
poisadas na linha do horizonte
Não precisas de levantar a cabeça
para olhá-las de frente
Manuel Silva-Terra
in O que sobra

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