Xico Sá Aqui jaz, oh generosos vermes Sem mais nem menos, sem trégua, Se nada foi dentro dos conformes Faz favor, seu garçom, passa a régua. Adeus carcaça de estragos épicos À Velha da Foice, minha deferência, Adeus amores, oh sussurros líricos Prevariquei, mil perdões, paciência. Assim me despeço, oh ressaca eterna, Sob a luz derradeira da aguardente E o gemido final dos umbrais na caverna Alma vendida na barca de Gil Vicente Deixo meu lema aos novatos da taberna: Bebi para carajo, escrevi socialmente. Xico Sá, Crato, 1962