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Jan12

Maria do Rosário Pedreira

Embora este seja assumidamente um blogue sobre livros – ou, melhor ainda, sobre leituras –, as minhas horas extraordinárias também se fazem de outras coisas que não a literatura. E, numas miniférias como as que recentemente gozei, aproveitei, entre outras actividades, para ver e rever filmes (e tenho desde já de confessar que A Toupeira não me entusiasmou por aí além e achei o guião às vezes descosido) e ir a exposições. E do que gostei mesmo (e aconselho a todos, porque só vai ficar mais uns diazinhos) foi da exposição dedicada à Natureza-Morta na Europa que está na Fundação Calouste Gulbenkian. Constituindo a segunda parte de uma outra que se pôde ver em 2010, esta revela-nos pinturas dos séculos XIX e XX bastante diferentes dos modelos clássicos das frutas, jarras de flores e secretárias com livros, embora também as haja desse tipo. E estão lá todos os nossos pintores de eleição, de Van Gogh a Picasso, de Renoir a Eduardo Malta, de Gauguin a Amadeo. Não se pode perder, evidentemente, mas, se tiver um horário flexível, aproveite um dia semana ou um período de menor movimento. Caso contrário, terá de ficar à espera para entrar ou, o que é pior, de aguardar pacientemente que o visitante que chegou antes de si saia da frente do quadro para que o possa ver com tempo e sem se sentir acossado por quem chegou logo a seguir e está já a pressioná-lo para que se despache.