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Vou começar pelo fim, porque chorei. No fim, há ali um capitulo que me fez chorar. O que eu ainda não consegui deslindar foi o que me fez chorar, se a cena descrita, se a delicadeza do momento, se a beleza de uma amizade que, meia dúzia de capítulos antes, eu não esperava encontrar.
De resto tenho a dizer que encontrei um livro que tem tanto de cru, como de honesto, como de bonito, como de bem escrito. Parece que a autora já escreveu vinte livros antes deste, porque transparece esse tipo de mestria.
Aprendi, aprendi muito e sei que levo daqui muito mais do que uma história. Tive acesso a uma perspetiva que não me é apresentada todos os dias e que me ajudará a compreender de que ponto vê o mundo uma menina trans, uma mulher trans. Nunca achei que fosse fácil, mas lendo um relato assim, uma história contada na primeira pessoa, não me senti compelida a compreender, mas a sentir juntamente com a personagem. E às vezes sentir é mais importante que compreender.
A história é apresentada sem meias palavras, sem medo de dizer, sem medo de contar. Gosto dessa honestidade e espero mesmo que a Alana esteja em casa, a dar ao dedo, para escrever outra história. Porque tem aqui quem a vá ler.
Já sabem que não sou dada a análises literárias porque não tenho formação para isso, não sou dada a sinopses porque não tenho jeito para isso; gosto de explicar o que senti e o que o livro faz por mim.
Se a Alana ler esta minha nota (imagino que alguém se vá dar ao trabalho de lha traduzir e tal
), gostava de dizer obrigada, sigo para a vida a saber mais do que sabia.
