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Jun20

Maria do Rosário Pedreira

E pronto, passou mais um mês e chegou aquele dia em que todos dizemos o que andamos a ler. Para vossa surpresa, leio neste momento um policial, algo que não é nem meu hábito, nem coisa da minha predilecção. Mas estava sem cabeça para o livro que tinha à cabeceira (sim, a minha concentração está bastante afectada pelo confinamento e gasto-a todinha no trabalho), pelo que me recomendaram este À beira do Abismo, de Raymond Chandler, a primeira aventura do detective Philip Marlowe, de 1939, considerada pelo The Guardian e pela revista Time um dos cem melhores romances de sempre. Não iria tão longe, mas, sim, a personagem de Marlowe é bem esgalhada e a trama das filhas malcomportadas do velho milionário, num escândalo que mete fotografias porno, uma bela intriga que distrai do vírus antes de se apagar a luz e adormecer.

Para hoje, já que falei de policiais, recomendo Um Céu demasiado Azul, de Francisco José Viegas, ou quaquer outro romance do mesmo autor com o inspector Jaime Ramos.

P. S. Tenho respeito por quem me lê, mas gostaria também de ter o seu respeito. Se escrevo sobre um assunto, comente sobre esse assunto. Se há alguém indisposto com o País, o vírus, o confinamento, o seu salário ou a sua vida, por favor não use este blog para reclamar disso. Peço ainda aos comentadores que se respeitem mutuamente, mesmo que estejam em desacordo, e que não se escondam no anonimato para se insultar.