Por José Leonardo Ribeiro Nascimento
O conto que escrevi é um exercício inspirado em dois escritores que me conquistaram definitivamente: William Faulkner e Cormac McCarthy, em especial este último. Assisti em 2008 um filme genial dos irmãos Coen (meus cineastas favoritos): “No country for old men”, traduzido para o português como “Onde os fracos não têm vez”. Depois do blog e depois de ter lido “Como e porque ler”, de Harold Bloom é que descobri que o filme foi inspirado (na verdade, praticamente transposto) do livro homônimo de McCarthy.
Esta ideia da inevitabilidade, de um poder arrasador e invencível, à Herman Melville, me seduz, e a forma crua e quase que desesperançada com que os acontecimentos se sucedem são fascinantes. Após ler o livro e ver dois textos seguidos de Reinaldo sobre a velhice “A rosa que um dia foi” e “Reminiscências de um avô sobre uma bebê”, resolvi fazer a minha parte.
O conto que se segue é um exercício, como falei, mas foi escrito com muito prazer. Gostaria bastante que quem o ler tenha a mesma satisfação que eu tive ao escrever. Como é próprio de quem escreve, há memórias que são minhas, especialmente as descrições da infância na casa dos avós.
Não coloquei o texto diretamente aqui no blog porque ele é longo demais para os padrões da internet. Quem quiser se aventurar, clique no link abaixo e leia meu texto no formato pdf. Sinta-se convidado para deixar a sua opinião.