Olá, leitores. 
Um livro importante, necessário, real, doloroso e didático. Tenho a inocência de acreditar que se todos os homens o lessem, nossas vidas seriam melhores. Um tema pouco falado e tão comum. Que me deixou mal, triste e com muita raiva. Tive que ler aos poucos, durante três semanas, pra que minhas dores e traumas não atrapalhem a história de Chanel. Grifei várias partes cruciais. Violência sexual é um dos crimes mais injustos. A vítima precisa ser perfeita para conseguir justiça. Não existe facada boa ou ruim, crime é ou deveria ser crime. Quem abusa não é doente ou um monstro. São homens comuns que vivem conosco. Homens estupram seres. Sendo bom filho ou aluno, o criminoso precisa reconhecer e ser punido. Mulheres bebem e não estupram. Quem deve zelar pela sua reputação é o abusador e não a vítima. Um debate fundamental, como sempre.

Ela ainda não era conhecida pelo próprio nome quando surpreendeu milhões de pessoas com uma carta relatando o estupro que havia sofrido no campus da Universidade de Stanford. Publicada no BuzzFeed, a declaração da vítima foi vista por onze milhões de pessoas em apenas quatro dias, traduzida para diversos idiomas e lida no plenário do Congresso americano, inspirando mudanças na lei da Califórnia e a demissão do juiz do caso. Brock Turner, o acusado, foi condenado em 2016 a apenas seis meses de prisão depois de ser flagrado agredindo-a sexualmente. Milhares de pessoas escreveram para dizer que ela lhes dera a coragem de compartilhar experiências de agressão pela primeira vez. Agora Chanel Miller reivindica a própria identidade para contar sua história. Embora tudo apontasse para a condenação de Turner ― havia testemunhas, ele fugiu, provas físicas foram imediatamente coletadas ―, restou para Chanel apenas a luta contra o isolamento e a vergonha. Sua história lança luz a uma cultura que protege os agressores e expõe um sistema de justiça criminal falho com os mais vulneráveis, mas mostra também a coragem necessária para lutar contra a opressão e atravessar o sofrimento. Ao entrelaçar dor e resiliência em seu relato, Chanel Miller revela seu tumultuado processo de cura e desafia uma sociedade que tantas vezes permite o inaceitável e ajuda a perpetuar uma cultura que desencoraja as vítimas de buscarem justiça. Além de apresentar uma escritora extraordinária, Eu tenho um nome é uma obra capaz de transformar para sempre a maneira como enxergamos os casos de agressão sexual.

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Beijos e até a próxima 📚🧡.