Luke é um menino super dotado e com um Q.I. muito alto. Como se isso não fosse o suficiente, ele também tem telecinese — não tão desenvolvido ou poderoso como o da Carrie, outra protagonista telecinética e muito famosa do King. Aos 12 anos ele já estava prestes a entrar em universidades renomadas. Esse é o nível de gênio que o protagonista é.

Mas infelizmente o destino de Luke muda quando um dia ele acorda em um quarto idêntico ao seu, mas em um lugar péssimo para se estar, no Instituto, que é claro, fica no Maine. Agora ele não está mais procurando onde irá morar para fazer faculdade e sim está servindo de cobaia para experimentos em crianças que também possuem poderes.

As crianças novas, assim como Luke, estão na parte da frente do Instituto. Conforme o tempo passa algumas delas são levadas para a parte de trás e nunca mais são vistas. O desespero dele é tanto para pedir ajuda e escapar... Mas infelizmente não se tem relatos de nenhum fugitivo do Instituto.

O que mais me chamou atenção nesse livro desde o começo é que logo nas sinopses que encontramos por aí, podemos ver que existe uma "comparação" com It: A Coisa e A Incendiária. Para mim fica claro que nenhuma das obras do King podem ser comparadas entre si pois são muito únicas. Quando esse tipo de expectativa é criada também é facilmente derrubada e as pessoas se frustram. Por sorte eu nunca leio sinopses, orelhas, resenhas ou qualquer tipo de material antes de pegar o livro para ler, então não esperei nada, por isso gostei do livro. Luke e os amigos do Instituto são incríveis sim, a história é legal, mas não são o Clube dos Otários de Derry, definitivamente, haha :p.

Sempre sou suspeita para falar de King, já que amo as obras dele, e esse é mais um livro em que ele escreve o ponto de vista de uma criança de maneira muito crível, principalmente pelo fato de Luke ter uma inteligência absurda. Nada daquilo parece artificial para o protagonista, King mais uma vez trilha um caminho maléfico e satisfatório.

O Instituto faz menção aos livros O Iluminado e Salém, do próprio King, mas também tem muitos elementos da cultura pop. Acredito que a referência que mais aparece é Game of Thrones, mas muitas outras complementam a história, que, aliás, não é de terror como estamos acostumados, pende muito mais para o suspense psicológico com uma pitadinha de ficção científica.

No fim é um livro que eu recomendo sim se você já conhece o autor, mas não diria para você ler esse aqui como o primeiro King da sua vida, já que ele não é super incrível como outras obras dele que já resenhei por aqui. É o tipo de livro que diverte, é bom para passar o tempo e vai te fazer lembrar de Stranger Things.