A Parteira Alemã, foi o primeiro livro que li sobre a Segunda Mundial que não era uma história verídica, e contra as minhas expectativas, foi um livro que gostei muito e me prendeu do início ao fim.
É um livro sobre as várias formas de amor que as pessoas passam ao longo da sua vida. Amor entre amigos, amor pela família, amor por inocentes, neste caso bebés, amor por um companheiro amoroso e o amor pelo próximo.
Foi também o primeiro livro que li que mais abordou o tema de partos, algo que o nome já indicava, mas ao mesmo tempo não esperava que fosse tão explicito. A autora decidiu fazer uma abordagem diferente em relação ao que acontecia na segunda guerra mundial às mulheres que estavam no campo de concentração feminino – Ravensbrük, mulheres alemãs, polacas, checas, todas elas supostamente traidoras ao Reich e também mulheres judias. A Anke, a nossa protagonista principal, também prisioneira neste campo de concentração, tornou-se, não desde o início, mas a parteira deste campo, que era a sua verdadeira profissão mas que decidiu não admitir na selação por ahar que não seria uma profissão necessária ao local em eu estavam. É duro de ler a forma como a autora relata o que acontecia aos bebés após serem dados à luz no caso de serem filhos de mulheres judias. Mesmo quando não o eram, nenhum destes bebés teve uma boa vida longa, devido às condições degradantes a que as mães estavam sujeitas.
Há uma reviravolta quando Anke é escolhida para fazer o parto DO bebé, o filho de Hitler e Eva Braun, deixa o campo e é alojada em Berghof, onde reside a casa de refúgio do Führer. Como sempre esta informação de mudança de “alojamento” vem acompanhada de uma ameaça em relação à sua família, Anke aceitou, também não tinha outra opção, mas sabia o quão arriscado poderia ser esta nova fase da sua vida e este desafio. Para além do risco que já era conhecido desde o início, Anke, apaixonou-se e viveu um amor proibido.
Ao longo de todo o livro a autora, dá provas que Anke, pensou sempre muito no bem-estar do próximo, principalmente quando se tratavam de recém-nascidos. No final, esta personagem deu a maior prova de que o bem-estar do próximo e o seu juramento perante a profissão está acima até da sua própria felicidade.
“A Parteira Alemã” é um romance que nos comove, muito bem escrito e com o encadeamento certo. As partes em que a autora recua no tempo para nos dar mais a conhecer da protagonista principal, são no tempo certo e fazem todo o sentido para perceber a história e a personagem.
Breve descrição da autora do livro
Mady Robotham

Mady Robotham ao contrário das autoras que falei anteriormente a Mary não é escritora de profissão, embora seja aspirante a escritora desde os nove anos, a vida trocou-lhe as voltas e passou pelo jornalismo e depois apaixonada pelo momento de dar à luz tornou-se parteira. Fez um mestrado de escrita criativa e “A Parteira Alemã” é o seu primeiro romance.
Ficaste interessado/a no livro? Entra aqui e acede diretamente para a compra do mesmo!
WOOK
Bertrand