Uma das coisas mais horríveis que existe é começar um livro com muita expectativa e, no fim ou mesmo no decorrer da leitura, perceber que a história não era exatamente o que você pensava que fosse. Pior ainda quando é um livro que todo mundo fala bem, exatamente aquele que causou um reboliço enorme entre os leitores, né? É justamente sobre essas experiências que vou falar hoje.
Um Amor Para Recordar
A minha primeira grande decepção literária foi com Um Amor Para Recordar. O filme homônimo é um dos meus preferidos da vida, e o que eu encontrei na narrativa do Nicholas Sparks foi bem diferente daquilo que eu estava acostumada. A obra cinematográfica é muito mais tocante, romântica e dramática... Sem contar que a química entre Mandy Moore e Shane West, atores que deram vida aos protagonistas, é difícil de superar até hoje.
A Seleção
Não é que eu tenha odiado A Seleção ou algo do tipo, só foi diferente do que eu esperava. Afinal, o livro é vendido como uma distopia, mas a verdade é que está muito mais para romance adolescente, né? Não me entendam mal, eu AMO romance adolescente, mas nesse livro em específico estava esperando ler uma trama distópica. Além disso, a personagem principal, America, é tão chata e indecisa que se afeiçoar a ela se torna uma tarefa praticamente impossível.
A Bússola de Ouro
A aventura de Lyra, protagonista de A Bússola de Ouro, faz tanto sucesso que os livros da trilogia foram até relançados pela editora Suma. Porém, não funcionou para mim... Achei a narrativa extremamente parada e nada acontecia de fato, sabem? Muitas ameaças potenciais, mas nenhum perigo concreto. A reviravolta, bem no final, não foi suficiente para me fazer amar a história, ainda que os personagens sejam uma gracinha.
O Lado Bom da Vida
O que mais me incomodou nesse livro foi o estilo de narrativa adotado pelo autor. Pat, o protagonista, é um homem adulto com problemas psicológicos, e Matthew Quick o infantiliza muito por conta disso. Assim, Pat fala como se fosse uma criança de cinco anos, e eu não curti muito essa estratégia. Outro fato que me desagradou foi a personalidade de Tiffany, que se envolve com Pat, insuportavelmente amarga. No filme, por exemplo, a personagem é super alto astral... E o final do filme também é 50x melhor. rs
Todo Dia
De modo geral, a trama criada por David Levithan é muito interessante e bacana, principalmente se levarmos em consideração a questão da representatividade. O protagonista dessa história é gênero fluido, pois desde o momento em que nasceu ocupa o corpo de pessoas de ambos os sexos, o que nos dá uma perspectiva muito interessante sobre a sua existência. Obviamente o autor utiliza os personagens para falar sobre amor, independente de quem você seja. A única coisa que me atrapalhou em Todo Dia foi a narrativa, melancólica e lenta demais para o meu gosto.
O Lado Mais Sombrio
Eu sou apaixonada por releituras, então tinha certeza que ia amar O Lado Mais Sombrio, a história de Alice no País das Maravilhas contada de forma um pouco diferente. A. G. Howard utiliza elementos mais sombrios em sua trama, o que foi bastante legal, mas em determinado ponto, parece que ela perdeu a mão... As coisas começaram a ficar mais sem pé nem cabeça que a história original, e os capítulos são tão longos que eu tinha preguiça de começá-los. Ah, temos um triângulo amoroso aqui, mas não achei que foi bem desenvolvido ou que veio a calhar, infelizmente.
Mulherzinhas
Confesso que me interessei por Mulherzinhas unicamente por causa da Emma Watson, que interpretou uma das irmãs March no filme Adoráveis Mulheres. Assim, para mim é um livro meia boca como qualquer outro em que a única coisa narrada são fatos do dia a dia dos personagens, MAS eu entendo a importância da obra. Por ter sido escrita em 1868, existem muitas coisas que realmente eram vistas como absurdos pela sociedade, como, por exemplo, a liberdade que as irmãs tinham. A questão religiosa incutida nas páginas também me incomodou muito, porque tudo era divido em "certo e errado", "bom e mau"... E nossa, tem uma irmã que reclama TANTO da vida que eu praticamente sofria cada vez que ela abria a boca. Enfim...
O Visconde Que Me Amava
Novamente... Não é que eu tenha odiado, só esperava mais mesmo. O Visconde Que Me Amava é o segundo volume da série Os Bridgertons, que acompanha a saga de oito irmãos. Anthony, o protagonista dessa história, é simplesmente o personagem preferido de todas as pessoas que são fãs desse universo criado por Julia Quinn... Então eu esperava encontrar O PERSONAGEM, O HOMEM dos meus sonhos, e não foi isso o que aconteceu. Muito pelo contrário, achei ele bem normalzinho? Colin, o terceiro irmão, é muito mais adorável, por exemplo. A questão é: não consigo entender o que as pessoas veem no Anthony e na história dele com Kate, rs. Não me julguem!
Ainda sobre Os Bridgertons, prometo para vocês fazer um post especial falando minha opinião sobre todos os livros assim que eu terminar de ler todos. Já estou no sétimo, Um Beijo Inesquecível... Mas já adianto para vocês que meu livro preferido até agora é O Conde Enfeitiçado, da Francesca, a irmã esquecida na fila do pão.
Mas me contem aqui... Qual livro super famoso que todo mundo ama e vocês não gostam? E já leram algum da minha lista? Já estou esperando os comentários indignados de vocês, então, por favor, peguem leve.


