A seguir, as piores obras de 2022, por ordem de leitura & na minha humilde opinião

Gente, até hoje quando eu lembro que perdi horas da minha vida lendo essa bomba chamada A Barraca do Beijo eu fico triste. O cara super ciumento, machista e violento, a galerinha toda é bem precisada de uma terapia. Sem contar que até as relações de amizades têm uma cobrança excessiva, o que eu achei muito bizarro e que prova que esse rolê de relacionamento tóxico não acontece só com namorados. E assim, não vou ser hipócrita com vocês porque eu gosto de muitas histórias que têm suas problemáticas, como Crepúsculoinclusive já fiz um post super completo falando sobre o assunto —, Continência ao Amor, e até mesmo uns clássicos que a gente vê nos cinemas, aí eu trago 10 Coisas Que eu Odeio em Você como exemplo... Mas A Barraca do Beijo, para mim, passa do limite do tolerável.

Em relação a Viúva de Ferro, tenho duas "reclamações" principais. A primeira é em relação ao desenvolvimento mesmo, que é muito fraco. Nada é muito bem explicado, termos são simplesmente jogados como se tivéssemos a obrigação de entender e isso me deixou bem bolada. Tanto que até agora eu não compreendo muito bem como a China retratada no livro chegou àquele ponto. E aí temos a protagonista... Sinto que Xiran Jay Zhao quis escrever uma personagem forte que fosse contra ao contexto opressor do país, mas falhou miseravelmente, porque as atitudes dela não condizem com as de mulheres que lutam diariamente contra o sistema. Não bastasse isso, existe um trisal que era pra ser revolucionário, mas é tão mal executado que se perde no conceito. Dito isso, muito provavelmente não lerei as continuações. 

Um Ano Solitário me deixou até triste, sabem? Esperava muito dele porque é da Alice Oseman, a mesma autora da minha atual maior obsessão literária, Heartstopper. Inclusive é sobre a Tori, irmã mas velha do Charlie, e justamente por isso coloquei muita expectativa. A grande questão é que Tori daqui é muito diferente da Tori de Heartstopper e isso me incomodou demais. São tão diferentes que parece que a Alice parece ter "consertado" a bichinha — Um Ano Solitário é o primeiríssimo livro dela, então a história da Tori veio primeiro, digamos assim. É bastante óbvio que Tori enfrenta problemas com depressão e que se sente responsável pelo Charlie e pelos problemas que ele enfrenta, mas foi muito difícil lidar com a personalidade niilista dela. É bastante complexo, porque eu ENTENDO, mas ao mesmo tempo não entendo as ações dela, sabem? Compreendo que é um mecanismo de defesa não deixar ninguém se aproximar, mas ao mesmo tempo acho muito difícil aceitar a forma como ela trata as pessoas... E no final das contas, a história inteira é sem pé nem cabeça demais pro meu gosto.

Por fim, temos uma história da queridinha dos brasileiros, a Tessa Dare. Ela é realmente um amor, adoro vê-la falando português no Twitter. Foi por causa disso que eu quis ler alguma coisa dela, hehe. Primeiro li Um Casamento Conveniente, que eu até gostei, apesar de achar que a escrita em si não combinava com um romance aristocrático, mas relevei... Aí tentei Romance Com o Duque, que é um dos mais famosos da autora, e achei tão básico, gente... Não que eu espere algo muito revolucionário de romances de época, mas falam tanto desse livro que esperava um quê a mais. No fim, acho que o que mais me tirou do sério foi o fato de a personagem ser diferente por não carregar aquela inocência que as mocinhas dos romances de época têm, mas ao mesmo tempo ser bobinha demais pra outras coisas, principalmente em qualquer questão que envolve as histórias do pai dela, um escritor famoso que transformou a filha em personagem. São duas personalidades tão contrastantes que acabei ficando muito irritada.

Como vocês podem ver, tive apenas quatro grandes decepções em 2022, e eu nem falei muito sobre elas no blog ou nas redes sociais. De certo modo, foi até bom desabafar aqui! Agora é a vez de vocês deixarem aqui nos comentários os livros que foram decepção durante o ano passado, e eu adoraria saber o porquê desse veredito!