Segundo livro da Série Para Nova York, com Amor, Pôr do Sol no Central Park me surpreendeu com um romance inexplicável, cheio de momentos de tensão. O melhor de tudo é que o casal se conhece desde criancinha e passaram anos sem perceber que o amor estava bem debaixo do nariz deles. O que eu mais gosto nesse tipo de livro é que o romance não acontece de uma hora para outra, que é o que acontece na maioria dos casos.

Frankie tem sua vida profissional bem resumida: depois de ser demitida de seu emprego de anos, abriu com suas amigas uma empresa de eventos que esta fazendo o maior sucesso, inclusive atendendo os clientes do antigo trabalho, o que é genial, não é mesmo? Se no trabalho ela é totalmente bem resolvida, na vida romântica ela é um desastre. Na verdade, ela foge de namoros com um demônio foge da cruz, o que impossibilita qualquer homem de se aproximar da protagonista. Frankie ficou assim depois que seu pai simplesmente foi embora, abandonando toda a família.

Matt vive ao redor de sua irmã e suas amigas, possui um emprego estável e aluga apartamentos para as três mulheres, já que todas são muito próximas dele. Uma dessas mulheres é Frankie, e só depois de anos vivendo ao seu redor Matt começou a perceber a mulher que ela se tornou. Ele só não esperava que ela tivesse tantos receios e  neuras com os homens que tentam se aproximar dela. Porém, Matt que está gostando mais do que gostaria de Frankie, pretende ajudá-la a superar esse medo e para isso terá um grande caminho a percorrer.


Todo amor romântico deveria ser sustentado por um alicerce forte de amizade. Um homem pode ter o melhor beijo do mundo, mas eu não o desejaria se não fosse o meu melhor amigo.

No decorrer da premissa, vemos os medos que Frankie adiquiriu na vida adulta depois de tudo o que passou com o divórcio conturbado de seus pais e de várias mudanças extremas de sua mãe. É triste porque a protagonista foi uma criança que cresceu sem acreditar no amor, por isso se transformou em uma mulher reclusa que se esconde atrás de óculos, livros (alguém se identifica?) e plantas. A gente acaba entendendo que realmente os traumas carregados da infância geralmente moldam o adulto, por isso o sentimento de empatia pela personagem é muito grande. 

Apesar de tudo isso, depois de perceber que Matt pode ser um aliado em sua vida, vemos as barreiras  de Frankie baixarem, uma mudança que vai acontecendo aos poucos, mesmo que ainda tenha alguns receios quando alguém entra em determinados assuntos e no seu espaço pessoal. A química dos dois foi construída de forma calma e sincera, sem grandes momentos ou alardes para que eles ficassem juntos logo de início. A autora soube dosar cada acontecimento com muito carinho. Há um pouco de tensão e tristeza, já que os dois sofreram e nunca tiveram coragem de desabafar um com o outro.

Gostei muito da parte dos trabalhos dos dois, que são descritas de formas simples para o leitor se envolver e entenda como cada personagem chegou àquele ponto, tendo como início as demissões que têm em comum. O fato de Frankie ter aberto a própria empresa também me agradou muito, porque mostra que mulheres podem, obviamente, ser donas da própria vida. Ah, Matt e Frankie aparecem no primeiro volume da série, e fiquei muito contente em revê-los aqui!

Pôr do Sol no Central Park, continuação de Amor em Manhattan, nos mostra que mesmo que vivemos ao lado de pessoas desde cedo, realmente não a conhecemos por completo, mas se deixarmos o coração guiar nossas decisões e ouvi-lo poderemos encontrar o amor em quem menos esperávamos e sermos felizes, mesmo com os altos e baixos.

Título Original: Sunset in Central Park

Autora: Sarah Morgan

Páginas: 268

Tradução: William Zeytoulian

Editora: Harlequin Brasil

Livro recebido em parceria com a editora