Pouco depois que as gravações do longa Vermelho, Branco e Sangue Azul foram finalizadas, escrevi um post contando para vocês um pouco da minha experiência com o livro — que eu só li porque comecei a ficar curiosa quando anunciaram Nicholas Galitzine e Taylor Zakhar Perez nos papeis principais — e o que eu esperava ver no filme. Provavelmente vocês devem se lembrar que apesar de ter achado a história mediana, sempre defendi que daria uma ótima adaptação. E eu não estava errada.
Recapitulando para quem caiu aqui de paraquedas, VBSA narra a história de amor entre Alex Claremont-Diaz, filho da presidenta dos Estados Unidos, e o príncipe Henry, integrante da Família Real Britânica. Logo nos primeiros capítulos, após uma discussão, os dois causam um alvoroço danado no casamento real do príncipe Phillip. Para evitar uma crise diplomática entre os países, Alex e Henry são obrigados a fingir que são melhores amigos... Vocês conseguem imaginar o que acontece, né?
Antes de tudo, gostaria de deixar claro que eu não detestei o livro, só esperava um pouco mais dele. Achei várias partes bem repetitivas e, no final, tive aquela sensação de que muita coisa poderia ter sido cortada sem que o enredo fosse afetado. Mas meus amigos, é aí que entra o filme. Eu sabia que ia amar demais, porque adaptações costumam ser mais dinâmicas, uma vez que o tempo de tela é limitado. Então, praticamente tudo o que eu achei demais no enredo foi suprimido na produção da Amazon Studios.
Com pouco mais de duas horas de duração, a adaptação do romance de mais sucesso de Casey McQuiston é primorosa. Primeiro porque o elenco principal se encaixou muito bem: não só Nicholas Galitzine e Taylor Zakhar Perez estão perfeitos como Henry e Alex, respectivamente — graças a Deus eu nunca critiquei, sempre acreditei no potencial deles —, mas Rachel Hilson (Nora Holleran), Sarah Shahi (Zahra Bankston) e Uma Thurman (Ellen Claremont), por exemplo, cumpriram muito bem seus papéis. Além disso, o roteiro conseguiu captar exatamente a essência de Vermelho, Branco e Sangue Azul, mesmo que nem todas as cenas preferidas dos fãs tenham ido para a versão final.
Eu, por outro lado, fui agraciada com exatamente TODAS as minhas cenas favoritas, e tenho certeza que esse foi o principal motivo de eu ter gostado tanto do filme. Para quem está curioso, aqui vão alguns spoilers: Alex ligando pro Henry para falar do peru? Check. Primeiro beijo durante a festa de ano novo na Casa Branca? Double check. Feriadinho na antiga casa da família Claremont-Diaz no Texas? Check, check, check. Até o icônico "History, huh? Bet we could make some", minha gente, sinto que venci demais da conta. E meu Deus, sinto que venci mais ainda com os perfis dos personagens no Instagram com coisinhas iguais ao livro — @theagcd e @princehenryuk, para quem quiser conferir.
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É claro que outras cenas me marcaram muito na adaptação. Cada vez que eles se beijavam eu tinha um siricutico, meu Deus do céu. Na verdade, toda vez que eles respiravam o mesmo ar eu já estava sentindo sentimentos, porque a química entre Nicholas Galitzine e Taylor Zakhar Perez é indiscutível. Suponho, inclusive, que tenham calado a boca de várias pessoas por aí. Por exemplo, a sequência da partida de polo quase me matou lentamente, duvido que o diretor Matthew Lopez não tenha feito de caso pensado. Haja sensualidade, misericórdia. Mas o interessante é que ao mesmo tempo em que essas cenas são muito sensuais, elas são igualmente bonitas e delicadas, sabem?
Obviamente, nem tudo são flores. Vou mentir para vocês se disser que não fiquei decepcionada com a forma como a bissexualidade do Alex foi retratada na adaptação. Quer dizer, no livro foi um processo de autodescoberta, uma das coisas que eu mais gostei de acompanhar, porque se entender bissexual é de fato muito complexo. No filme foi bem mais simplista, como se ele já soubesse desde sempre, como se nunca tivesse sido uma grande questão. Ao meu ver, faltou um pouco de bi panic sim, mesmo que eu entenda que talvez não existisse tempo de tela para isso.
Outros dois negocinhos me deixaram bem bolada, e vocês simplesmente não podem rir de mim. A primeira é que eu lembrei o quanto norte-americanos se acham o último biscoito do pacote chamando os Estados Unidos de América, né? É o c*r*lho, faça-me o favor... E a segunda coisa é que eu fiquei esse filme INTEIRO esperando ver a bunda do Nicholas — e que fique claro que não estou reclamando da bunda do Taylor — e NADA! Como pode uma coisa dessas???? Para todos os efeitos ele deu o c* em rede internacional e NÃO APARECE UMA MÍSERA BUNDINHA??? Não aceito, qualquer dia desses vou mandar uma DM desaforada para ele exigindo explicações.
Agora falando sério, eu acredito de verdade que esse filme vai suprir as expectativas do público. Eu sei que bastante coisa foi cortada — e aí voltamos naquilo que falei lá no início, rs — e existem outras mudanças significativas, como a ausência da June, irmã do Alex; a alteração do vilão, o que também exclui o Rafael Luna da produção; o fato dos pais do Alex ainda serem casados (o que eu particularmente adorei) e outras coisinhas a mais, porém tudo se encaixou tão perfeitamente que é impossível não gostar. No fim das contas, uma boa adaptação é isso, a união entre aquilo que a gente espera ver e as novidades que deixam a gente surpreso.
Vermelho, Branco e Sangue Azul está disponível no Amazon Prime Video desde o dia 11 de agosto. Quem não é assinante do Amazon Prime pode aproveitar o teste gratuito de 30 dias para assistir! Espero do fundo do coração que vocês curtam essa adaptação tanto quanto eu, sei que foi feita com muito carinho para nós!
P. S.: Não podia ir embora antes de falar que eu adorei a cena que ilutra a capa dessa postagem, de Henry e Alex na rede! Alex está lendo o romance Última Parada, outra obra de Casey McQuiston, publicado no Brasil também pela Editora Seguinte. Henry, por sua vez, aparece lendo Garota, Mulher, Outras, da britânica Bernardine Evaristo, vencedor do Book Prize em 2019. Por aqui, a obra de ficção aclamada por Barack Obama e Roxane Gay saiu pela Editora Companhia das Letras.



