Olá amigos, espero que estejam bem.
Vi que recentemente alguns aventureiros resolveram inscrever-se nesse espaço – mesmo que eu não o tenha anunciado oficialmente, só inserido o link no meu canal do Youtube.
Fico feliz e acho que aqui pode ser um espaço interessante para conversarmos de forma mais aberta e espontânea, sem necessidade de referencial, só reflexões – embora a gente acabe puxando referências conforme conversa, é a vida!
EDUCAÇÃO E IDEOLOGIA
Recentemente, publiquei um vídeo no canal do Youtube que demandou certa coragem. Ora, coragem pra um vídeo? Muitos podem perguntar. Sim, porque trata-se de um tema espinhoso e pelo qual já apanhei muito na vida real. Pois é… Então pensei: por que não apanhar também no mundo virtual? Um certo masoquismo, confesso.
Deixando a brincadeira de lado, todas as reflexões do vídeo, que podem ver logo abaixo, sequer são minhas. Elas são coletadas ao longo destes anos que pesquiso e estudo sobre o assunto e já são debatidos por estudiosos que cito no vídeo. E nem de apenas filósofos, cientistas sociais e pedagogos essa discussão é construída. Matemáticos, físicos, cientistas cognitivos já reforçaram essa tese apontando problemas nas metodologias construtivistas. Para maior contextualização, insisto, vejam o vídeo e aproveitem pra ver um outro em que falos em metodologias fracassadas.
Meu ponto aqui é um prolongamento de lá: mesmo com evidências, com dados e comprovações, as pessoas sentem-se ofendidas, vociferam contra e não poupam esforço em atacar o emissor. Infelizmente, esse comportamento é humano, acontece. Não me sinto triste e muito menos abalado por isso. Faz parte do debate público e, como diria Niall Ferguson, a internet é nossa praça! Existem ótimos livros sobre isso (olha aqui eu falando em livros de novo) como, por exemplo, o clássico Rápido e Devagar, de Daniel Kahneman e principalmente A mente moralista, de Jonathan Haidt.
O fato é que estamos constantemente procurando adequar a realidade ao nosso contexto cognitivo, tentando acomodar as nossas crenças e concepções em relação a tudo que vemos, ouvimos, sentimos. Quando acreditamos profundamente em uma ideia – como justiça social, males do capitalismo, neoliberalismo, etc – é muito difícil ouvir alguém culpar nossas crenças por um problema grave como o fracasso na educação.
O movimento cognitivo que acontece, então, é muito semelhante a um religioso fundamentalista diante de qualquer mínimo questionamento a respeito de sua fé.
Na educação, infelizmente, as pessoas apaixonam-se mais do que deveriam por ideologias e tratam essa prática tão cara como se ela fosse só uma ferramenta de poder e de prática política. Não é! Claro que é parte do processo, e o homem é um ser político (olha, Adorno ficaria orgulhoso de mim), mas o fazer educativo tem de ser técnico. Pensado em cada etapa, buscando investigar o que sabemos funcionar e medindo cada passo, levantando dados e testando resultados.
Infelizmente, é uma realidade distante da nossa. No futuro, talvez eu faça um vídeo sobre esse aspecto: a carência técnica em nosso aparelho educacional. Por que não apanhar mais um pouco não é mesmo? Assim como estou inclinado a fazer um vídeo sobre esses livros que falam da mente sempre em busca de reforço. O que acham?
No fim, resta chorar as pitangas e desabafar na internet mesmo. Estou há tempo demais na educação pra saber que o beco não tem saída – não a curto nem médio prazo, infelizmente!
Por isso, esqueçamos a dureza da realidade enquanto nos deleitamos com boa literatura.
LEITURAS
Eu estou numa jornada de leitura de clássicos.
Durante um profundo hiato na vida, fiquei sem dedicar-me com afinco à leitura de literatura. No sufoco do dia-a-dia – trabalhei durante anos em escola integral, turno e contra turno – eu acabava lendo só livros técnicos de diversas áreas.
Resolvi empreender um caminho de consumo literário e inclusive o canal é parte desse projeto. Não unicamente, mas parte de… no futuro devo fazer vídeo falando sobre isso.
Enfim, o fato é que estou lendo mais clássicos e comecei hoje mesmo O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë. Não que eu nunca tenha lido, mas eu já expliquei que esse é um projeto e agora dedico-me com mais afinco a estas leituras: anoto, resumo, escrevo uma análise.
Os clássicos têm um poder impressionante e lê-los abre nossa mente para além da realidade, como também para a própria literatura. Muitos conhecidos rotulam-me por chato, por não gostar de várias obras contemporâneas ou até não conseguir ver muito mérito em séries e filmes. Acontece que a gente que tem a mente treinada já percebe padrões de uma forma tão intuitiva que nada parece realmente genial – a não ser quando realmente o seja. Assim, fico lá do alto da varanda parecendo aquele velho ranzinza balançando negativamente a cabeça com a empolgação dos jovens.
Mas isso não tira o prazer de aproveitar coisas novas? Claro que em parte, sim. É uma consequência! Por outro lado, existe uma fortuna literária tão imensa, tantos livros maravilhosos a ler e descobrir, que uma vida de leituras em tempo integral dificilmente seria capaz de dar cabo de tudo. Ao mesmo tempo, conforme encontramos encontra autores realmente laboriosos consegue identificar exatamente o que nos agrada ali, qual foi o grande mérito dele.
Tornamo-nos, então, apreciadores!
ATÉ BREVE!
É isso, meus queridos!
Esse é um texto pra tentar voltar à produtividade por aqui.
Espero que tenham aproveitado alguma coisa e que a gente possa manter neste lugar um encontro semanal para papearmos de forma mais cotidiana.
Tenham todos um ótimo fim de semana e que Deus nos abençoe!