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Abr24

Maria do Rosário Pedreira

A ciência faz maravilhosas descobertas para o nosso bem e a tecnologia não lhe fica atrás. Infelizmente, uma coisa que representa um avanço impressionante, a denominada abreviadamente IA (Inteligência Artificial), já está a ser usada de forma tremenda em vários ramos, desde a criação de traballhos de teses académicas para estudantes preguiçosos, artigos para jornalistas com excesso de trabalho e, naquilo que hoje me interessa aqui trazer, traduções feitas sem intervenção de um profissional. É uma maneira de poupar nos custos, mas muito perigosa, porque a IA não é tão culta como se pensa e trabalha com o que tem, e o que tem está longe de ser suficiente. O resultado são traduções coxas, deficientes e muitas vezes aldrabadas (li uma de Dickens há pouco tempo e via-se que tinha sido feita por IA, dados os muitos dislates encontrados); mas, se um bom revisor aceitar o trabalho louco de as corrigir, o resultado melhorará e acabar-se-á em três tempos o trabalho dos tradutores sérios, que é o que interessa a todos nós. Por isso, se pensa, como eu, que não podemos deixar a IA passar a perna aos tradutores e leitores, por favor assine a petição abaixo. Nós, que gostamos de livros, merecemos.

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT120289&fbclid=IwAR1F35gRIe_FLpSlE0xvraO72axc77DSJCC5mw_QqVijeFL1dQ1FAe8PzIo_aem_AYh8H4ENhPEJZuCnQiMtrj9R7hp6WreGgrQOSb62JUe1GaUyBHwM4zg1yFw2T5MeKNBfp52FNaz0Gs3OXb3BBgQThttps://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT120289&fbclid=IwAR0dQBpT3l087h07TEHCjgW5I5rXXlssy68gIFLhY8GzlwyW0dAmLF7KoOw_aem_AWnWZJDWSk81H5-dkLXaVddiQHyXgSJxRlST9VNAh6ZO30z2quB6vLHCJkvbasDUyeITzD1ar4Pd3OyiHyLsDrqm#google_vignette