17
Fev22
Maria do Rosário Pedreira
Hoje estarei longe do blogue, no Porto, para participar em mais umas Quintas de Leitura, no Teatro do Campo Alegre. As famosas Quintas não param, e sempre que muda o executivo da Câmara trememos de medo de que alguma luminária se lembre de as extinguir, mas graças a Deus (e aos poetas, diseurs, e ao programador João Gesta- e sua equipa), elas estão aí de pedra e cal. Esta noite a sessão chama-se Não Me Perguntes se as Serpentes Choram e tem uma interessante particularidade, pois centra-se em poemas escolhidos por editores: editores de poesia, mas não só, uma vez que mesmo os editores que não publicam poesia lêem frequentemente poesia e têm os seus poemas preferidos. Foram então eles chamados a escolher «o seu poema», que vai ser lido por actores nesta sessão; e a leitura que será precedida por uma curta conversa entre o jovem editor Rui Couceiro, da Contraponto, e eu, a velhota, pondo no fundo em oposição (ou talvez não) duas gerações de editores. Como sempre, haverá «brindes»: um vídeo do recentemente desaparecido João Paulo Cotrim, um momento musical na abertura (Grutera) e outros a meio das leituras e no fim com Emmy Curl e Paulo Praça. A lista dos poemas escolhidos (mas não lidos, porque há muitos editores) será passada no ecrã. Amanhã regresso a Lisboa.