O esquecido

As pessoas perguntam quem eu sou,

E eu cônscio da minha realidade respondo o seguinte:

Sou aquele que você diz não ter futuro

Aquele com sonho obscuro

Aquele que vive faminto por não ter onde tirar e não saber roubar.

Sou aquele que as pessoas chamam de maçante por de tanto pedir

E sem motivos na vida para sorrir,

Cujo futuro desconhece e os sonhos não consegui emergir.

Sim… Sim... Sim... Estou sou eu:

Aquele que imerge seus desejos no derramar de cada lágrima

Aquele de quem desvias o olhar e desprezas mesmo sabendo que vive de esmola

Aquele que come lixos orgânicos sem ter hipóteses de triagens,

Mas tendo em sua mente vaste ementa formidável

Eu sou aquele que a sua próxima refeição só lhe cabe na imaginação

Aquele que não sabe a doçura de ouvir:

Eu amo-te, meu irmão!

Às vezes penso que elas gostam de mim ou se importam comigo quando ouço:

Menino de rua, tu és especial assim como todos

Tenha fé, não desista e persista,

Pois um dia também vais vencer.

Mas não! É tudo fachada, é fachada, é tudo fachada!

Pois sempre que tento bater suas portas, elas simplesmente se mantém fechadas.

Oh! Este sou eu!

Todos me usam como tapete, mas ninguém me estende a mão

Para muitos sou o fim da dor, do desespero, tristeza e solidão,

Pois basta olharem para mim, notam logo que estão em melhor condição.

Este sou eu!

Penso às vezes em me suicidar,

mais assim como meus sonhos a minha vida também não me pertence

Portanto, tenho de me cuidar…

Até quando mais tenho que esperar?

Ó, Deus! Venha me resgatar

Pois dói meu coração,

Estou cansado de respirar

Já não vou mais me calar

Ouçam a minha lamento

Também sou parte desta nação.

Este sou eu:

O menino de rua, o menino de rua, o menino de rua.

Por Poeta e Compositor AC. Inspirado na Natureza e nas ocorrências da vida, descreve amor, paixão e dor.

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