II
Lembrar-te-ás de mim Tatania
Quando o teu mapa deste país estiver dobrado,
Quando deixares de ver a torre baixa e as colinas,
A ponte gibosa, o riacho pelo vimial?
Paramos ao portão dos beijos,
O pequeno bosque desaparece na noite;
O vento viaja p’ra longe de Tatania
E tu tens de seguir.
Quando “Setembro” e “lembro” rimam
Rimá-las-ei para uma tradução de café?
As colinas aguardam como sempre o olhar acariciante,
Os passos ansiosos de glória ou o farol de aviso;
Sobre os campos sucessivos, recifes de barreira
Erguem-se a um legado de horizonte:
Lembrar-te-ás de mim Tatania
Enquanto me agarro a estes marcos e cicatrizes
Que desaparecem da tua mente?
Aqui estamos ao morre do dia,
As colinas esperam
Os campos são um verde mar.
E mais perto a luz falha
Muda e se extingue e os nossos olhos
Agarram a linha de ramo
Silhueta de folha...
Quando Lázaro haz no seu túmulo longo e folhas mortas
Tremem na sua dança que esquece,
Lembrar-te.ás de mim Tatania?
Virei como um fantasma perturbar alegria?
Tatania, Tatania, de que te lembrarás tu?
Aqui, com os teus lábios nos meus,
Que dizes que sou eu?
Matthew Mead é um poeta inglês, natural de Buckingamshire. Este é um excerto da sua obra identities (identidades), lançada em 1967. Aparece traduzido para português pela Antologia de poesia britânica contemporânea (livros horizonte, 1982) e tem tradução de Manuel de Seabra. Na casa dos poetas procuraremos dar mais destaque no futuro à poesia de língua inglesa.