A esfinge, Franz von Stuck

Volto aqui, adorável Margarida,

Empunhando meu velho alaúde

Que embalou nossa triste despedida.

Companheiro de minha solitude,

Instrumento fiel por toda vida,

Desde quando jazias no ataúde.

Fui expulso da aldeia confrangida,

Acusado de ter vossa virtude,

Encantado ao toque de meu plectro.

Acontece que, hoje, eu espectro,

Retornei sem um ganho, sem um lucro,

Pondo fim (e que fim) à solidão,

Entoando já morto uma canção

De tristeza, vagando em teu sepulcro.