Título Original: The One and Only
Autora: Emily Giffin
Páginas: 448
Tradução: Amanda Moura
Editora: Novo Conceito
Livro recebido em parceria com a editora
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Todo mundo me falava que a Emily Giffin é uma autora incrível. Nunca havia lido nada dela, mas tinha muita curiosidade porque a maioria dos livros dela são muito bem conceituados. Porém, tive uma decepção tão grande com Primeiro e Único que provavelmente não lerei outro livro dela tão cedo.

Shea Rigsby tem 33 anos, é jornalista e vive em Walker, uma cidade universitária do Texas. Uma das principais atividades da cidade é o futebol americano, esporte para o qual Shea doa toda a sua vida. Shea, que foi criada junto com a sua melhor amiga Lucy, nunca teve coragem de abandonar sua tão amada cidade natal. Assim, optou por fazer faculdade lá mesmo. Trabalha nessa mesma universidade e passa grande parte do seu tempo com o incrível treinador Clive Carr, pai de Lucy. 

Logo nos primeiros, após a morte da mãe de Lucy, Shea se pergunta se realmente toda essa acomodação é o que ela quer para a sua vida. Após ser incentivada pelo treinador, a personagem resolve dar uma gás na sua vida: consegue um novo emprego em um jornal bem famoso da cidade. O que ela não sabia é que essas mudanças trariam a tona tantos segredos e desejos escondidos. 

— [...] A vida é engraçada.
— A vida é trágica.
— Pode ser que seja... Mas não podemos parar de viver.
(pág. 419)

Desde o início da leitura me senti muito incomodada por dois motivos: a fixação de Shea pelo treinador Clive, que chega a ser exagerada, e o fato de ela ser controlada por todos o tempo inteiro. A mulher simplesmente não tem vontade própria, sempre tem alguém dando um palpite na roupa, em seus relacionamentos, o jeito como arruma o cabelo e até mesmo a sua personalidade. É tão irritante que não parece de jeito nenhum que a personagem tem 33 anos. Se essa informação não fosse citada, acharia que ela tem no máximo 16. 

Porém, o que mais me incomodou foi o futebol americano em si, que acabou se tornando protagonista da história. A autora não fala um pouquinho sobre o esporte para incluí-lo na história, ela fala demais, mas muito mesmo. De tanta informação, tanto detalhe desnecessário, o livro acaba se tornando um "manual do futebol americano para leigos". Isso acabou fazendo a leitura ficar muito cansativa e chata, tanto que antes mesmo de chegar na página 100 pensei em abandonar o livro.

Só passei a tolerar um pouco mais o livro quando ela tomou a única atitude que veio dela mesma no livro todo, que envolve a sua vida amorosa. Não é uma surpresa, não é um choque, pois desde o início a narrativa nos leva nessa direção. Porém, adivinhem só, os diálogos sobre o futebol não sumiam de jeito nenhum. Provavelmente quem é fã da autora talvez gostaria mais da história (ou não, pelo o que eu vi por aí).