Setembro: mês de novos começos e enormes pecados no que respeita ao volume das estantes cá de casa.


Recebidos

Lembram-se da promoção maravilhosa da FFMS, segundo a qual se convidava um amigo e se recebia um livro? Eu recebi estes:

Rússia e Europa: uma parte do todo, de José Milhazes

A porteira, a madame e outras histórias de portugueses em França, de Joana Carvalho Fernandes

Portugal em ruínas, de Gastão Brito e Silva

Cinema e história: aventuras narrativas, de João Lopes

O Valor da Arte, de José Carlos Pereira

Política Externa Portuguesa, de Tiago Moreira de Sá

Portugal, um Perfil Histórico, de Pedro Calafate

A Morte, de Maria Filomena Mónica

Entretanto, da Sextante veio uma novidade, inédita em Portugal: Krabat – O Moinho do Feiticeiro, livro juvenil do escritor alemão Otfried Preußler; e, da Guerra e Paz, Essa dama bate bué!, de Yara Monteiro, sobre a autodescoberta de uma jovem angolana.

Comprados

Aqui a coisa foi extremamente pecaminosa: além da Festa do Livro de Belém, da qual voltei com cinco livros (a saber: Tenda dos milagres, ABC de Castro Alves, A descoberta da América pelos turcos, Versos com gatos e Uma aventura no Palácio das Janelas Verdes), comprei uma colecção inteira infantil-juvenil de Álvaro Magalhães (o autor de Triângulo Jota, colecção da qual, vim a descobrir, me faltam os dois últimos livros!): Lucas Scarpone. Ao menos estes são oito, e não 17, como no Triângulo Jota...

De uma promoção da Levoir, comprei duas novelas gráficas: V de Vingança, de Alan Moore, e Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá.

Para participar num evento em Outubro, e porque é Maria Judite de Carvalho, comprei o segundo volume da sua Obra Completa, da Minotauro.

E, por último, I Kill Giants, na Kingpin Books.

Lidos

Mês mais proveitoso que Agosto, porque tive uns dias de descanso e deixei o Rushdie um pouco de lado, confesso: comecei o mês com Afima Pereira, de Antonio Tabucchi, Uma Aventura no Palácio das Janelas Verdes, de Ana Maria Magalhães e Isabel AlçadaUm útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas e o Volume I da Obra Completa de Maria Judite de Carvalho, todas leituras magníficas. Tudo isto em cinco dias!

Depois, li A misteriosa chama da rainha Loana, de Umberto Eco, que foi o meu primeiro encontro com o autor (O nome da rosa está há que tempos na estante...). E, depois desta aventura, voltei finalmente ao Midnight's Children, de Salman Rushdie, que fui começando e parando desde Julho, e que continuei a começar e a parar ao longo do mês, até que o terminei.

O meu namorado ofereceu-me uma revista Popshot Quarterly (edição de Outono 2018), com contos, poemas e ilustrações vários, uma edição que achei maravilhosa e super interessante. Não sei se querem que fale mais da revista aqui...?

Da biblioteca (novo vício!!), trouxe depois as Histórias de adormecer para raparigas rebeldes, com o qual estava curiosa há imenso tempo, e ainda A Biblioteca (hah!), de Zoran Živković, um pequeno conjunto de contos do autor. Li ambos imediatamente, mais não seja pelo compromisso de os devolver a prazo!

E já que os fui devolver... trouxe Dois corpos tombando na água, de Alice Vieira (ansiosa para ler a sua poesia, comecei a ler na própria biblioteca!), O anjo literário de Eduardo Halfon (a capa promete tanto - Herman Hesse, Hemingway, Nabokov...), O pátio maldito de Ivo Andrić, porque quero ler mais prémios Nobel, e Correr, de Jean Echenoz, porque fala de um atleta checo e eu adoro a República Checa. E li todos.

 


Outros

Mudei de emprego e vou trabalhar do outro lado da rua de uma das Bibliotecas Municipais de Lisboa. Assim, decidi que era hora de finalmente me inscrever, porque não tenho livros suficientes por ler cá em casa... primeira requisição: A misteriosa chama da rainha Loana, de Umberto Eco, por recomendação da Rita. É a oportunidade perfeita para ler livros de autores que me deixam reticente, ou dar segundas oportunidades, a, bem... autores que me deixaram reticente. Como Saramago. Das primeiras vezes, fui à biblioteca mais perto de minha casa, que frequentei na minha adolescência nunca para requisitar, mas para estudar e fazer trabalhos de escola e de faculdade. De há uns anos para cá, a Biblioteca Municipal de Belém é casa da Colecção Ana de Castro Osório, graças a algumas pessoas que me são muito queridas:

 

Algo que me entusiasmou recentemente, e que hei de tentar para os anos vindouros: o projecto da Cláudia, do quarto para o mundo, no qual se compromete a ler 196 autoras, uma por país. Quero investigar um pouco mais e espero elaborar uma lista, a prazo, de livros que planearei ler. Ou ir lendo e criar um separador ali em cima, talvez? Já vi vários desafios sobre "ler à volta do mundo"; a originalidade aqui reside no facto de ler autoras, mulheres, à volta do mundo. Uma por país. E eu não podia não me juntar... Abaixo, os países dos quais já li mulheres - demonstrando lacunas geográficas horrorosas.

Alemanha

Argentina

Bélgica

Bósnia Herzegovina

Brasil

Canadá

Dominica

Estados Unidos da América

França

Índia

Itália

Peru

Portugal

Reino Unido

Rússia

No mesmo sentido, este artigo do The Guardian, que adorei, e com o qual me identifico:

My starting point – a realisation that anglocentric and male-dominated reading habits were blinkering my worldview – feels a long way back. Sure, the publishing industry’s gender bias is old news, but I was shocked to learn that male authors dominate more than two-thirds of the translated fiction market.

Outro projecto que "revisitei" recentemente, graças à Cristina: o Rory Gilmore Reading Challenge. Já li uns quantos, tenho outros na estante; hei de fazer um post sobre isto em breve também. Entretanto, em anos idos, vi a série erraticamente, e gostava de a ver mais a sério...

E ainda na lógica dos desafios: após ter percebido que tenho livros na estante que, em anos de cão, estão nesta casa há mais tempo que eu, decidi que, a cada X livros (número a determinar), irei ler o livro mais antigo que tiver por ler na estante.