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| Fotografia da minha autoria |
Tema: Um livro de um autor pouco conhecido
A viagem figurada até à cidade de Leiria, feita à boleia de autores pouco conhecidos, permitiu-me fazer três paragens maravilhosas. A mais recente ocorreu porque procuro descobrir novas vozes na poesia e, principalmente, depois da recomendação da Sofia Costa Lima, que elogiou um exemplar de José Miguel Silva.
VERSOS CINEMATOGRÁFICOS
Movimentos no Escuro apresenta uma premissa fascinante, atendendo a que é «uma colectânea de poemas sobre (ou com) filmes». Embora a sétima arte não faça palpitar o meu coração como outras manifestações artísticas, fiquei rendida à maneira como a utilizou para se centrar em vários temas transversais à humanidade.
«Feliz é quem percebe a tempo aquilo que ama»
Acredito que a experiência de leitura ficasse enriquecida, caso tivesse assistido a estes argumentos. Contudo, não senti essa obrigatoriedade, apenas que contextualizaria os versos cinematográficos. Apesar disso, o registo concreto da sua escrita transporta-nos para cenários em que o sujeito poético aparenta ser um protagonista camaleónico, que atravessa inúmeros estados de espírito, assumindo um espaço de reflexão.
«Se cada um fizesse a sua parte, o mundo seria
um lugar perfeito»
Este livro é feito de infinitas camadas e realidades. E tenho de confessar que o meu poema favorito foi o único que não é de um filme, mas que parte de um jogo de futebol, no qual o Porto foi figura de destaque: Bayer de Munique 1 x F. C. Porto 2 - Artur Jorge (1987). Foi a minha estreia na obra do autor e quero descobrir mais.
«Mas o trevo permanece
nas pastagens da memória: um irónico
toque de calcanhar, uma rápida investida
no coração do tempo, as mais loucas
diagonais contra o pior dos fatalismos,
o dos tímidos»
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