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Jan25

Cadernos Históricos (Vária). Direcção de Rocha Martins e Lopes de Oliveira. Edições Excelsior

Manuel Pinto

1-Camoes na ilha dos amores-CAPA.jpg

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... «O dedo reboludo do teólogo, com a polpa incardida do esturrinho, está à vista. Foi ele o vândalo. Foi ele que riscou aquele abominável acrescento de mau gosto,...» ...

«Mas prosseguindo. Calou-se o frade e ouve-se de novo a lira de Vergílio. A tarde decorre calmosa e é a hora em que ao sopro da brisa começam a erguer cabeça os jasmins e lírios agravados.» ...

Quando as fermosas Ninfas, cos amantes 
Pela mão, já conformes e contentes,
Subiam pera os paços radiantes
E de metais ornados reluzentes,
Mandados da Rainha, que abundantes
Mesas d' altos manjares excelentes
Lhe tinha aparelhados, que a fraqueza
Restaurem da cansada natureza.
Os Lusíadas, X.2.(2,8).

Mil práticas alegres se tocavam;
Risos doces, sutis e argutos ditos,
Que entre um e outro manjar se alevantavam,
Despertando os alegres apetitos;
Músicos instrumentos não faltavam
(Quais, no profundo Reino, os nus espritos
Fizeram descansar da eterna pena)
Cũa voz dũa angélica Sirena.
Os Lusíadas, X.5.1-4.

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«Aqui, só verdadeiros, gloriosos
Divos estão, porque eu, Saturno e Jano,
Júpiter, Juno, fomos fabulosos,
Fingidos de mortal e cego engano.
Só pera fazer versos deleitosos
Servimos; e, se mais o trato humano
Nos pode dar, é só que o nome nosso
Nestas estrelas pôs o engenho vosso.

Os Lusíadas, X.82.1-8.

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Fonte desta Imagem:
 «DICIONÁRIO de LUÍS de CAMões»,
Coordenação de Vítor Aguiar e Silva, 1ª edição (Setembro de 2011).

Editorial Caminho.

(continua)

publicado às 19:06