Escola Humanísta II – Douglas McGregor

O que: Teoria X e Teoria Y
Por que: McGregor acreditava que as   crenças básicas dos gestores têm influência dominante sobre a forma como as   organizações são dirigidas e o fundamental nisso são os pressupostos dos   gestores sobre o comportamento das pessoas. O autor afirma que essas opiniões   enquadram-se em duas grandes categorias – a Teoria X e a Teoria Y.
Onde: Fábrica da Procter & Gamble   na Geórgia.
Quando: 1960, com a publicação de The Human Side of   Enterprise.
Por quem: Douglas McGregor.
Como:  As Teorias X e Y descrevem duas visões de   pessoas no trabalho e podem ser usadas para expor dois estilos opostos de   gestão.

Teoria X: A visão tradicional de direção e controle

  • O ser        humano comum nutre aversão inerente pelo trabalho e procura evitá-lo        sempre que possível.
  • Por        causa dessa aversão do homem pelo trabalho, a maior parte das pessoas        precisa ser forçada, controlada, dirigida e ameaçada com punição, para        realizar um esforço adequado com vistas à realização das metas organizacionais.
  • O        homem comum prefere ser dirigido, deseja evitar responsabilidades, tem        pouca ambição e quer, acima de tudo, segurança.

McGregor admite que essa   abordagem constitui uma declaração condenatória da “mediocridade das massas”.   Também admite que a abordagem de punições e recompensas pode ser empregada,   mas não funcionará quando as necessidades do indivíduo são predominantemente   sociais e interesseiras.

Teoria Y: A integração dos objetivos   individuais e organizacionais

  • Empregar        esforço físico ou mental em um trabalho é tão natural quanto jogar ou        descansar. O ser humano comum não nutre aversão inata pelo trabalho.        Dependendo das condições de controle, o trabalho pode ser fonte de        satisfação ou motivo de punição.
  • O        controle externo e a ameaça de punição não são os únicos meios de        incentivar o esforço para atingir as finalidades da empresas. As pessoas        exercerão a autodireção e o autocontrole a serviço dos objetivos com os        quais estão comprometidas.
  • O        compromisso com objetivos é resultado das recompensas associadas á sua        realizações. A mais significativa dessas recompensas, como a satisfação        do ego, e das necessidades de auto         realização, pode ser produto direto do esforço dirigido aos        objetivos organizacionais.
  • Sob        condições adequadas, o homem comum aprende não somente a aceitar, mas        também a procurar responsabilidades. A fuga à responsabilidade, falta de        ambição e ênfase em segurança, em geral, são conseqüências da        experiência, não de características inerentes ao ser humano.
  • A        capacidade de exercitar grau relativamente elevado de imaginação,        engenhosidade e criatividade, para a solução de problemas        organizacionais, está distribuída de forma ampla, e não restrita, entre        a população.
  • Sob        as condições da vida industrial moderna, o potencial intelectual do        homem comum é usado apenas parcialmente.

McGregor reconhece que a Teoria   Y não é um remédio para todos os males. Porém, ao ressaltar essas idéias,   espera conseguir que a administração descarte as suposições restritivas da   Teoria X e considere as técnicas da Teoria Y.

Conclusão: The Human Side of Enterprise   foi um divisor de águas no pensamento de administração, que antes era   dominado pela abordagem científica de Taylor, e estabeleceu a base para a   visão de gestão moderna voltada para as pessoas.

Não é muito longe dizer que The Human Side of Enterprise admite que, embora não possamos realmente motivar pessoas, temos a responsabilidade de reconhecer os elementos envolvidos na motivação. O que podemos fazer é tentar criar a atmosfera, o ambiente e as condições de trabalho apropriadas para possibilitar a motivação.

Uma reflexão: “O compromisso com os objetivos   surge da recompensa associada ao prazer de cumprir uma meta”. Douglas   McGregor.

Fonte: Os Mestres da Administração.