Escola Humanísta V – Mary Parker Follet
| O que: | Poder, liderança, autoridade e controle. |
| Por que: | O livro publicado pela autora The New State, que defendia que a democracia é um processo baseado em grupos e as palestras concedidas por ela a esse respeito, fez com que muitos empresários a procurassem para avaliar seus problemas organizacionais e de relações humanas. |
| Onde: | Estados Unidos. |
| Quando: | 1918. |
| Por quem: | Mary Parker Follet. |
| Como: | O livro foi baseado mais em sua experiência no trabalho social do que em organizações empresariais, mas as idéias ali contidas foram posteriormente aplicadas no contexto dos negócios.
O texto sustenta que a democracia por números deve dar lugar a um processo mais válido de democracia baseada em grupos. Essa forma de democracia é descrita como um processo dinâmico por meio do qual os conflitos individuais integram-se na busca do acordo geral do grupo. Por meio dele, as pessoas crescem e aprendem à medida que se adaptam às idéias dos demais, enquanto buscam o bem comum e duradouro. The New State prevê o processo básico de democracia grupal passando para o nível internacional, sendo levado das comunidades para a Liga das Nações, por meio dos governos municipais e estaduais. Follet refere-se a um espírito de grupo quase autônomo, que se desenvolve da comunidade entre as pessoas. Seus escritos sobre empresas levaram suas idéias sociais para a esfera industrial. Verificou que os dirigentes industriais enfrentavam as mesmas dificuldades que os administradores públicos no que se refere a controle, poder, participação e conflito. Seus escritos posteriores enfocaram a gestão numa perspectiva humana, usando a nova abordagem da psicologia para lidar com problemas entre indivíduos e dentro de grupos. Incentivou os empresários a examinar como os grupos se formavam e como e como o empenho e a motivação dos funcionários podiam ser estimulados. A participação de todos os envolvidos nas decisões que afetavam suas atitudes é vista como fundamental, já que Follet considerava o poder do grupo e a gestão por meio da cooperação o caminho óbvio para realizações que beneficiariam a todos. Concepção sobre poder, liderança, autoridade e controle O conceito de Follet sobre liderança como a capacidade de desenvolver e integrar idéias de grupo, usando o “poder com”, e não o “poder sobre” as pessoas, é muito moderno. Entendia que o rude exercício da autoridade, baseado na subordinação, é prejudicial às pessoas, e não pode servir de base para um controle de gestão motivacional e eficaz. Procurou convencer as pessoas de que parceria e cooperação trariam benefícios muito maiores para todos do que o controle e a competição hierárquicos. Os quatro princípios fundamentais de organização de Follet
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| Conclusão: | O pensamento de Follet estava à frente de seu tempo, mas estava baseado na convicção do progresso social evolucionário, que o curso da história futura demonstrou ser imperfeito. Superou épocas significativas, quando a mudança tecnológica e social parecia tornar inevitável o surgimento de uma nova ordem. A destruição causada pela Primeira Guerra Mundial também parecia ditar a clara necessidade de esforço específico para criar uma ordem social que não se fragmentasse de forma desastrosa.
Fazendo um retrospecto de todo o século XX, do qual Follet viu apenas o início, temos informações completas sobre a Segunda Guerra Mundial, o descrédito do comunismo russo, o agravamento das divisões étnicas e a continuação de atrocidades humanas. A visão internacionalista de progresso parece ser, de nossa perspectiva contemporânea, um sonho cada vez mais distante. Na verdade, é quase desalentador ler Follet e verificar que formulou, clara e firmemente, há tantos anos, idéias que estão sendo proposta como novas, e que, no entanto, são raramente praticadas de forma contínua. |
| Uma reflexão: | “O líder mais bem-sucedido é aquele que tem uma visão do que ainda não foi realizado.” Mary Parker Follet. |